sábado, 21 de dezembro de 2013

Stardust

Esse é, ao lado de O Cemitério, meu livro favorito.

Foi num distante Dia dos Namorados que o comprei. Foi com esse livro que Neil Gaiman assumiu, ao lado de Stephen King, a posição de ser meu escritor favorito, embora eu já tivesse contato com o trabalho do escritor inglês desde os primeiros encadernados de Sandman, pela Conrad.

A melhor definição para Stardust, escrito entre 1991 e 1998 e ilustrado pelo genial Charles Vess não é minha e sim do próprio material de divulgação do livro: "Um conto de fadas para adultos"

A história começa no vilarejo de Wall, no interior da Inglaterra,  durante a primeira metade do Século XIX. Wall poderia ser uma cidadezinha qualquer, exceto por uma peculiaridade: no lado leste da cidade, há um muro de pedras que se perde mata adentro. Há apenas uma abertura no muro, que é sempre guardada por dois habitantes da cidade, cujo único propósito é impedir que qualquer pessoa passe para o outro lado. À primeira vista, do outro lado há apenas uma pradaria e, mais ao fundo, um bosque. Mas o muro é um pouco mais do que isso. Na verdade, é uma passagem para o Mundo das Fadas, terra onde elfos, dragões, trolls e toda e qualquer criatura realmente existem. Há uma definição no livro que faz com que cheguemos à conclusão de que praticamente não haja limites para as fronteiras daquele lugar: "todo lugar cuja não-existência foi provada, foi parar no Mundo das Fadas". Obviamente, não daria pra esperar outra coisa de Gaiman. Ele já havia usado essa coisa da "confluência" no universo de Sandman e a definição do mundo das fadas acima faz com que, digamos, Nárnia, O Condado, Ciméria e Fantasia possam realmente coexistir em algum lugar.

A segurança da abertura do muro relaxa apenas uma vez a cada nove anos. Durante um dia e uma noite há, na pradaria atrás do muro, uma feira entre os dois povos. Nessa semana em particular, Wall recebe visitantes do mundo inteiro.

O jovem Tristran Thorn é apaixonado por Victoria Forester. Em uma noite, enquanto caminhavam sob a luz do luar, ambos viram uma estrela cadente cair para o outro lado do muro. Tolo e romântico ao extremo, Tristran prometeu trazer a estrela para Victoria em troca da mão da moça em casamento. Victoria, provavelmente duvidando da coragem do vendedorzinho, disse-lhe que se realmente trouxesse a estrela, sim, lhe daria o que quisesse.
Enquanto isso, do outro lado do muro, outras pessoas também estavam interessadas no destino da estrela.

As ilustrações de Charles Vess complementam com maestria (mesmo, de verdade!) o roteiro de Neil Gaiman que, como sempre, apresenta várias pontas que se amarram no final.

Romântico, belo, poético-sem-ser-piegas, Stardust é a obra-prima de Neil Gaiman.

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