sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Harrisville, 1973

A verdadeira Família Perron

Como mencionei no post sobre os melhores filmes de terror de cada década, gostei bastante do recente The Conjuring (2013). Não que seja o mais assustador de todos os tempos, nada disso, mas o fato de ser supostamente baseado em fatos reais me fez assisti-lo de outra maneira.
No que diz respeito à religião de um modo geral, sempre fui bastante cético e questionador. Não tenho uma crença bem definida e, falando especificamente das instituições religiosas, sempre coloquei - quase nunca publicamente - suas regrinhas de "isso pode, aquilo não pode" em xeque. Sinceramente, se eu tivesse uma crença em algo do tipo, não me sentiria impelido à necessidade de ter companhia para exercer a minha fé. Pra mim, pessoas se encontrarem para rezar tem o mesmo sentido se amigos se reunirem para ouvir rock n' roll ou jogar truco aos domingos.

Seja como for, com relação ao sobrenatural em si, ao desconhecido e coisa e tal, meu ceticismo é meio... hmmm... digamos, flexível. Acredite no que quiser, mas uma verdade quase inquestionável é que, no final das contas, nós não sabemos absolutamente de nada. Acreditamos em certas coisas - e isso, na maior parte das vezes, é algo positivo e reconfortante - mas, analisando friamente, nós acreditamos em tais coisas porque queremos acreditar. Queremos que elas sejam assim.

Estou dizendo isso porque, apesar de não acreditar em algo específico - e nem tenho essa intenção - não dá pra negar que o sobrenatural é bastante misterioso. Aliás, nem creio que o termo sobrenatural se encaixe na idéia. Afinal de contas, seja como for que tudo funciona "nos bastidores da vida", essas coisas devem ser bastante naturais, afinal de contas.

Nunca tive uma experiência paranormal - e, se nunca vier a ter, serei um sujeito feliz - mas meu flexível ceticismo mencionado acima me faz acreditar que pode ser que essas coisas existam. Aliás, há uma grande possibilidade disso. Minha mãe, por exemplo, afirma ter visto - e até conversado com -  sua avó quando esta morreu. Os detalhes que minha mãe conta - o fato de nunca ter visto minha bisavó com os cabelos soltos, exceto aquele momento - são, no mínimo, intrigantes.

Intrigante.

Curioso.

Curiosidade é um aspecto da minha personalidade - não confundir com intromissão - e, embora seja um ator, há um pouquinho de jornalista no meu sangue. É verdade que não cheguei a concluir a faculdade de jornalismo e sequer tenho interesse pela profissão, mas algumas premissas básicas para ser jornalista eu já possuía antes mesmo de ingressar no curso, há mais de cinco anos. Nunca confie plenamente em algo e sempre pesquise sobre a veracidade de uma mesma informação com mais de uma fonte. Por isso é que demorei tanto para escrever este post, mesmo tendo visto Invocação do Mal logo que estreou em setembro.


Ed e Lorraine Warren

Nas semanas em que se seguiram, eu pesquisei bastante sobre Ed e Lorraine Warren - nunca tinha ouvido falar de ambos - e sobre o que realmente aconteceu em Harrisville, Rhode Island,  com a família Perron. Nem tinha intenção de escrever este post, mas como toda obsessão de curto prazo, eu tinha muito interesse pelo assunto. Queria muito mais saber do que o filme não retratou e do que foi criado por "razões dramáticas".

Ed faleceu em 2006 mas, até então, ambos formavam o mais famoso casal de investigadores paranormais dos Estados Unidos. Em 1952, eles fundam o The New England Society For Psychic Research. No entanto, a relação dos dois com eventos paranormais datam de muito antes de se conhecerem.

Quando pequena, Lorraine estudava em uma escola católica quando, aos doze anos de idade, começou a enxergar auras ao redor das pessoas. Ela contou isso à sua professora de francês, dizendo que a aura que via nela era maior do que a da madre superiora. Isso lhe rendeu um final de semana de castigo e, quando voltou à escola, Lorraine decidiu manter seu dom em segredo.

Ed também viveu suas primeiras experiências estranhas ainda jovem. Tendo sua mãe alcoólatra e seu pai um policial que trabalhava à noite, ele e sua irmã ouviam passos e batidas estranhas nas paredes de casa, além de escutarem também a voz de seu avô que já havia morrido há algum tempo e, ao que parece, também passos do homem subindo a escada. Essas coisas fizeram Ed adquirir uma certa obsessão pelo assunto.

Se conheceram aos 16 e, aos 17, Ed ingressou no Exército durante a Segunda Guerra Mundial. Depois de seu retorno, se casaram e passaram a viver das vendas dos quadros que Ed pintava. Como viajavam bastante, o casal ouvia, vez ou outra, alguém dizer "aquela casa ali é assombrada". Ed, curioso com o assunto, traçou um plano: iria pintar o quadro da tal casa do lado de fora e, quando terminasse, Lorraine levaria o quadro até os moradores e diria "com licença, meu marido adora fazer pinturas de casas mal-assombradas e fez esta aqui pra vocês!" Basicamente, a intenção de Ed era entrar nas casas e, elém de poder conversar pessoalmente com os moradores, ele queria saber se as experiências que viviam ali era parecida com as que ele viveu na infância.

Em 1952, Ed e Lorraine Warren fundaram o The New England Society For Psychic Research, com o único objetivo de investigar assombrações. No entanto, em 1965, os Warren foram a uma casa em que havia o espírito de uma garotinha chamada Cynthia e, através de uma médium, descobriram que ela estava à procura da mãe. Mesmo sem ter experiência em como lidar com espíritos, os Warren tentaram ajudar. Ed passou então a entrevistar especialistas em várias religiões e lhes fazia a mesma pergunta: "se alguém viesse a você e lhe dissesse que há fantasmas na casa dessa pessoa, o que você faria?". Entre respostas como "recomendaria um psicólogo" e "iria até lá e abençoaria a casa", Ed descobriu que muitos padres católicos sequer acreditavam na existência do demônio.

Ao que parece, a NESPR não cobra pelos seus serviços, exceto pelos gastos na investigação.

Ed faleceu em 2006 e Lorraine, hoje com 86 anos, ainda dá suporte a algumas investigações, mas não tanto quanto antes já que, com o marido, "formava um time". Além disso, Lorraine também mantém o Warrens Occult Museum - aberto à visitação - com objetos envolvidos nos diversos casos que investigaram. É lá que está a famosa boneca Annabelle, que "faz uma ponta" no filme Invocação do Mal.

Apesar dos envolvimento dos Warren com a família Perron em Harrisville ter ocorrido em 1973/1974, não foi esse o caso que os tornou famosos, e sim o de Amityville cerca de dois anos depois, que deu ao casal de investigadores do paranormal uma projeção mais ampla nos Estados Unidos.

Em dezembro de 1975, a família Lutz se mudou para a residência em Amytiville e, assim que chegaram, pediram para um padre abençoar o local. Ao entrar em um cômodo, o padre teria ouvido uma voz de origem desconhecida dizer "get out" (saia daqui) e ele assim o fez. Não contou aos Lutz sobre a voz inicialmente, mas os advertiu para que não deixasse que aquele cômodo fosse usado como quarto.
Depois de vivenciarem uma série de eventos estranhos - entre eles, a alteração da personalidade dos membros da família, um episódio envolvendo a levitação da matriarca, e objetos que voavam pelos ares com violência - 28 dias depois de chegarem, os Lutz abandonaram a casa em Amityville levando apenas alguns objetos pessoais.
Cerca de três semanas depois, aceitando o convite de um repórter, os Warren foram investigar o local com uma equipe de pesquisadores, jornalistas e parapsicologistas. Dentro da residência, Ed foi derrubado ao chão depois de usar alguns simbolos religiosos e Lorraine sentiu a presença de algo demoníaco. A equipe ainda tirou uma foto de um corredor e, na imagem é possível ver um garotinho espiando perto de uma porta - eu já vi a foto pelo Google e, fraude ou não, ela é assustadora!
Além do famoso caso do assassinato de seis  pessoas que ocorreu na casa apenas 14 meses antes, algumas pesquisas posteriores revelaram o conturbado histórico do local. Nos anos vinte, um praticante de magia negra chamado John Ketchum teria residido naquelas terras. A construção também teria sido usada durante um tempo como uma espécie de clínica para doentes e loucos perto de morrer. Os Warrens afirmaram que todo o sofrimento passado ali teria alimentado uma espécie de energia negativa no local que poderia atrair espíritos demoníacos.
O casal de investigadores também afirmou que o que eles encontraram ali também os seguiu até suas casas. Lorraine se recusou a entrar na casa de Amityville novamente.
Todo o caso de teve grande impacto nos Estados Unidos, o que inclui diversas teorias que tudo não passava de fraude. Rendeu dois filmes (1979 e 2005) e uma série de reportagens investigativas sobre o assunto.

No que diz respeito à famosa boneca Anabelle - que foi pauta de uma reportagem bem chinfrim do Fantástico há duas semanas - o caso teria acontecido em 1970, ou seja, três anos antes da Família Perron cruzar o caminho de Ed e Lorraine.

A boneca, nada mais do que uma Raggedy Ann, teria sido dado de presente a uma estudante de enfermagem chamada Donna pela sua mãe. Donna, que tinha como colega de quarto outra estudante do mesmo curso chamada Angie, deixou a boneca enfeitando determinado lugar do apartamento. Aos poucos, ambas foram notando pequenas mudanças na posição da boneca quando chegavam em casa. Inicialmente, mudanças quase imperceptíveis. No entanto, com o passar do tempo, o caso passou a ficar realmente estranho. Elas saiam do apartamento deixando a boneca na cama e, quando voltavam, ela estava no sofá... em outro cômodo e com a porta fechada. Lou, um suposto amigo das duas, já havia visto a boneca e não havia gostado nem um pouco dela.
Assustadas, chamaram uma médium, que afirmou que o apartamento era habitado pelo espírito de uma garotinha chamada Anabelle que queria habitar o corpo da boneca. Donna e Angie ficaram sensibilizadas e "autorizaram" Anabelle a ficar por aí. No entanto, as coisas começaram a piorar.
Lou teve um sonho com a boneca o asfixiando e, algum tempo depois, alguns arranhões apareceram em seu corpo quando chegou perto de Anabelle - agora o nome estava associado para sempre à boneca, e não ao suposto espírito da garotinha. As estudantes entraram em contato com um padre, que chamou os Warren.

Ed e Lorraine disseram para as garotas que provavelmente nunca existiu uma Anabelle. O que havia, na verdade - e, cá pra nós, muito, mas muito pior - era uma entidade não-humana que tentava entrar em contato com Donna e usava a boneca como um "canal de comunicação". Ao ser perguntado sobre o que seria uma "entidade não humana", os Warren responderam que se tratava de algo que nunca tinha existido na terra em forma de ser humano. Seria algo demoníaco e que, certamente, buscava possuir o corpo de uma das duas.

O casal entrou em contato com a Igreja e um padre exorcizou o local. Donna deixou Anabelle sob os cuidados dos Warren e a boneca está até hoje no Warrens Occult Museum, onde pode ser visitada.



Lorraine Warren, no Warrens Occult Museum. Ao fundo, sob o sinal da cruz, a boneca Anabelle


Há poucos meses, Andrea Perron lançou os dois primeiros livros de uma trilogia chamada House of Darkness, House of Light. Nela, Andrea conta sobre o período em que viveu com a família em uma casa situada em um terreno colonial em Harrisville, Rhode Island. Se mudaram pra lá em 1970. O pai, Roger, chegou à conclusão de que precisavam de um lugar para morar que tivesse bastante espaço, já que ele e a esposa Carolyn tinham cinco filhas para criar. Andrea, a mais velha de todas, tinha apenas 12 anos.
Segundo Andrea Perron, os pais "moveram montanhas" para adquirir aquela propriedade. Duzentos acres de terra e uma casa construída originalmente no século XVIII. Segundo o antigo proprietário, um lugar perfeito para criar as crianças. Mesmo assim, o vendedor fez um estranho alerta a Roger no dia em que os Perron se mudaram: "deixe as luzes acesas à noite".

A família Perron demorou algum tempo até considerar a hipótese de que não estavam morando sozinhos. Até que isso acontecesse, eventos estranhos ocorreram na casa. Portas se abriam sozinhas violentamente no meio da noite, uma voz de criança que era ouvida chorando pela mãe e mesmo uma das filhas do casal Perron ouvia uma voz lhe dizendo que "havia sete soldados mortos nas paredes". Tempos depois, os Perron descobriram que oito gerações de uma mesma família haviam vivido e morrido naquela propriedade. E muitas mortes ocorreram ali, o que incluíam dois suicídios por enforcamento, um por envenenamento, o estupro e assassinato de uma garotinha de onze anos - informação contestada por alguns documentos históricos que dizem que a garota morreu em outra cidade - dois afogamentos e quatro homens que morreram congelados.



A casa em Harrisville

Quando os Perron mencionaram os acontecimentos estranhos em sua casa a membros da igreja que frequentavam, foram aconselhados a não falar sobre isso.

Alguns espíritos aparentemente eram pacíficos, mas outros nem tanto. O pior deles, sem dúvida parecia ser o de Bathsheba Sherman, que viveu na propriedade no século XIX e foi, na época, acusada de matar um bebê. Quando analisaram o corpo da criança, encontraram um ferimento aparentemente feito por uma agulha de costura em seu crânio. Bathsheba foi inocentada do caso, mas para os moradores locais, seria para sempre vista como uma bruxa.
Apesar de lendas locais afirmarem que Bathsheba teve quatro filhos e que nenhum deles viveu mais do que sete anos, é quase certo que um deles teve uma vida longa como fazendeiro e sua própria família.

Um dos acontecimentos que corroboram para se acreditar que o espírito maligno era o de Bathsheba ocorreu com Carolyn. Ela acordou certa manhã e se deparou com uma mulher em pé ao lado de sua cama, com um vestido cinza antigo e com a cabeça pendendo para um lado. A mulher lhe dizia "Vá embora! Vá embora! Ou vou te botar pra fora com morte e tristeza!"

Em outra ocasião, Carolyn estava deitada no sofá e sentiu uma dor aguda na panturrilha e, quase que imediatamente, sentiu espasmos na perna. Ao verificar o local, Carolyn encontrou um hematoma e, num primeiro momento, procurou por algum inseto que poderia tê-la picado. Em seu livro, Andrea descreve o ferimento como "um círculo concêntrico perfeito como se uma agulha de costura tivesse penetrado pela pele".

Embora todos os membros da família tivessem sentido os efeitos dos outros "moradores" da casa, Bathsheba em particular concentrava-se em atormentar Carolyn e a - pasmem! - desejar Roger. Em algumas ocasiões, Roger estava em algum cômodo realizando algum reparo na casa quando sentia mãos invisíveis acariciando suas costas e pescoço.

Há uma declaração particularmente assustadora de Andrea. Ela afirma que algumas coisas que ocorreram na casa no período em que morou lá nunca vai contar a ninguém. Quando perguntada a respeito, se limita a dizer: "Digamos que havia um espírito de um homem muito mau na casa... vivendo junto com cinco garotinhas".

Com o passar do tempo, o "tratamento" dado a Carolyn por Bathsheba foi mudando... pra pior. Talvez por ver suas tentativas de afastar a mulher da casa não surtirem efeito ou talvez pelo seu desejo em ter Roger, o espírito passou a tentar possuir o corpo de Carolyn. Quando as coisas passaram de mal a pior, os Warren entraram no caso, trazendo com eles toda uma equipe de investigadores. Isso foi em 1973.

Andrea não considera que os Warren fizeram como um "exorcismo" propriamente dito, mas o menciona como uma "sessão". Seja como for, diz que foi a pior noite de todas, a que viu que sua mãe falava com uma voz totalmente diferente, aparentemente em latim. E que Carolyn foi arremessada por uma força invisível a vários metros de distância. Roger, percebendo que a presença dos Warren aparentemente estava tornando as coisas piores, solicitou que eles fossem embora.

Limitações financeiras impediam que a família Perron se mudasse de Harrisville. A saída foi a mais simples mas não a mais fácil: aguentar a barra e tentar conviver com o que quer que estivesse na casa.

Roger, Carolyn, Andrea, Cindy, Nancy, Christine e April moraram lá durante dez anos. Em 1980, finalmente conseguiram vender a propriedade e se mudaram para a Georgia. Mesmo assim, Andrea afirma que quando soube que a casa estava à venda, ficou com o coração partido. A propriedade fora, de um jeito ou de outro, seu lar. E também diz que, mesmo na Georgia, sua mãe ainda foi atormentada durante algum tempo por acontecimentos estranhos.

Andrea se formou em Filosofia e Inglês e seguiu sua vida, mas nunca se esqueceu dos anos que passou em Harrisville. A memória é algo poderoso.

Em 2007, começou o esboço do projeto de seu livro sobre aquele período e, junto com a família, relembrou sobre os dez anos em que moraram em Harrisville. Em 2013, a New Line Cinema lançou The Conjuring (Invocação do Mal), filme baseado nos arquivos de Ed e Lorraine Warren sobre um dos casos mais perturbadores de suas carreiras, o da família Perron em Harrisville, Rhode Island, nos anos setenta.


Videos relacionados:


House of Darkness, House of Light - The Story Behind The Movie





Andrea Perron: The Farmhouse

Nesse video, Andrea Perron entrevista Norma, a atual proprietária da casa em Harrisville, que conta sobre a atividade paranormal ainda presente no local







The Conjuring - Trailer #2





The Conjuring - Official Trailer #3









Video promocional de Invocação do Mal: A Verdadeira Lorraine Warren










Video promocional de Invocação do Mal:








Links:


http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/2013-09-17/familia-que-inspirou-filme-invocacao-do-mal-viviamos-entre-duas-dimensoes.html

http://www.historyvshollywood.com/reelfaces/conjuring.php

http://www.telegraph.co.uk/culture/film/10169312/Lorraine-Warren-ghosthunter-extraordinaire.html

http://www.times-georgian.com/news/article_3f60c262-f4c1-11e2-862c-001a4bcf6878.html 


http://www.warrens.net/index.html


http://altereddimensions.net/2013/harrisville-haunting-perron-warren-family-conjuring-movie


http://www.skepticblog.org/2009/06/22/hunting-the-ghost-hunters/


http://www.providencejournal.com/breaking-news/content/20130717-the-conjuring-depicts-familys-reported-haunting-in-burrillville-farmhouse-in-70s.ece


http://flavorwire.com/405552/the-long-strange-career-of-the-conjuring-demonologists-ed-and-lorraine-warren/


http://www.movieweb.com/news/psychic-lorraine-warren-talks-about-the-real-amityville-horror


http://www.movieweb.com/news/exclusive-part-1-movieweb-talks-to-george-lutz-the-original-owner-of-the-amityville-horror


http://www.fearnet.com/news/news-article/hollywoods-love-affair-ed-and-lorraine-warren


http://www.best-horror-movies.com/news?name=is-the-conjuring-really-based-on-a-true-story


http://www.examiner.com/article/the-story-behind-the-conjuring


http://www.houseofdarknesshouseoflight.com/about


Fotos relacionadas:






Carolyn Perron

Carolyn Perron



Lorraine Warren


Lorraine Warren e James Wan, diretor de The Conjuring


A família Perron em evento de lançamento do filme



As irmãs Perron e as cinco atrizes que as interpretaram em The Conjuring

2 comentários:

lil souto disse...

m-a-a-a-a-a-a-ano! tô cucú fechadin hahahahahaha (pq insisto em ler essas coisas? não sei!)

sobre a introdução do post, essa sua reflexão sobre o que acreditamos ser algo bom e reconfortante e em que queremos acreditar, é bem gozado... estava refletindo e até escrevi algo sobre isso há umas duas semanas naquele meu caderninho.
temos pensamentos parecidos. também sou meio cética e, ao mesmo tempo, acredito em algumas coisas. o que me intriga é que eu meio que só acredito nas coisas ruins. isso é estranho?
fora, claro, o meu lance com signos. esse faro artístico/jornalístico é puramente geminiano, cara. te juro. essa curiosidade e suas obsessões rápidas, porém profundas e produtivas, também hahahaha

seu post me intrigou bastante. deixei o Google aberto na guia ao lado pra ir pesquisando enquanto lia (aliás, sacanagem não postar a foto do menino espiando na escada!); e é engraçado que morro de medo de fazer isso, achando que, sei lá, pesquisar essas coisas pode ~chamar pra mim~ alguma coisa ruim por ficar no histórico do computador ou aquela coisa de "agora que sei da história, também sou parte dela".

bom, tudo isso só pra dizer que, caso algo venha a acontecer, a culpa é sua.
então, se eu morrer... te mato.

Augusto Fernandes Sales disse...

Não postei a foto do garotinho por dois motivos. Primeiro, porque o post é mais sobre o caso de Harrisville e aquela foto podia botar o foco no de Amityville.
Segundo porque, cá pra nós, aquela foto é de fazer até o Chuck Norris cagar nas calças. Não que eu acredite que, postando a foto aqui - ou a salvando nos favoritos - eu ou o blog seríamos amaldiçoados e coisa e tal. Como disse antes, esse meu autoproclamado ceticismo é até flexível, mas ainda não chegou ao ponto de aceitar que fantasmas e maldições saibam como usar a tecnologia atual. Veja o filme O Chamado, por exemplo. Maldições por telefone? O fantasma de uma menina saindo pela tela de TV? Uma fita VHS amaldiçoada? Ah, tomar no cu, né Samara (ou Sadako, na versão japonesa)!

Agora, quanto esse negócio de "agora que sei da história sou parte dela"...

Às vezes, enquanto digitava esse post (demorei dias para terminá-lo), lógico, minha mente me fazia a seguinte pergunta: já pensou se eu viro pro lado e me deparo com Bathsheba Sherman? A parte racional da minha mente respondia que "ah, isso aconteceu lá nos States, a milhares de quilômetros, não creio que Bathsheba tenha algum plano de milhas na Tam o suficiente pra chegar até aqui.

Bom...

O caso original ocorreu em Rhode Island. As filmagens do filme foram na Carolina do Norte, ou seja, outro estado. Daí, agora há pouco, eu li isto aqui:

Andrea: Sem a nossa mãe, fomos ao set e nos perguntaram se poderíamos dar uma entrevista. Cerca de uma hora e meia depois, do nada, veio um vento forte. Voaram as câmeras, telas, microfones, tudo. Eu olhei para o lado e nenhuma árvore estava se mexendo. Não estava acontecendo nada em nenhum outro lugar daquele set. Olhei para minha irmã Cris e disse: "A maldição de Bathsheba" (nome de um dos espíritos do filme). Ela concordou. No mesmo momento, minha mãe caiu e quebrou o quadril. Só recebemos a mensagem várias horas depois, é claro, porque não podíamos usar celular no set. Chegamos ao hospital logo depois da operação. Minha mãe estava muito sedada, não estava lúcida. As cinco filhas, as enfermeiras e o médico estavam no quarto. Ela sentou, me olhou e disse: "A maldição de Bathsheba". E então deitou de novo e dormiu até o dia seguinte.