sexta-feira, 22 de março de 2013

Paranormal Activity 4


Uma das certezas que tive quando cheguei à metade do filme Atividade Paranormal 4 ao vê-lo ontem foi de que a franquia já está desgastada. Sou um sujeito purista no que se refere às produções de que gosto e ninguém tira da minha cabeça a idéia de que o primeiro Atividade Paranormal (2007) não deveria ter tido nenhuma sequência - assim como o outro "grande" do gênero, A Bruxa de Blair. O charme do filme original era exatamente a simplicidade do roteiro e dos sustos gratuitos.
No segundo filme, os sustos e momentos de tensão se mantiveram em um nível legal, divertido e sinistro, mas foi aí que começaram a, desculpe, cagar na história. Começou com Ali descobrindo sobre o possível pacto da mãe de Katie e Kristi com um demônio em troca de riquezas. Pô, um dos aspectos que mais assustavam no "capeta sem nome de Atividade Paranormal" - parafraseando minha mentora em escrita criativa Marcela Godoy - era justamente o fato de que ninguém sabia do que se tratava. A impressão passada no primeiro filme era de que Katie era assombrada simplesmente por ser assombrada.
Bom, o caso é que o terceiro filme deixou a história ao mesmo tempo mais complicada e menos assustadora, com aquele negócio de símbolo demoníaco, convenção das bruxas e coisa e tal. Começou também a exagerar no que se refere ao comportamento humano dos personagens. E o final, definitivamente não adicionou nada à mitologia.

Veio o quarto filme, que vai estrear na próxima sexta-feira, e repetiu basicamente o que tem sido feito nas duas sequências anteriores - já disse aqui e repito: o filme original é intocável para mim, pela ousadia, simplicidade e por quase me ter feito borrar nas calças.

A começar pelas cenas em que a entidade paranormal se manifesta que são, na essência, as mesmas de antes - na verdade, algumas são bem ridículas, como a que envolve o pai da garota e uma faca. A cena do "puxado pelos pés", já perto do final do filme é mais engraçada devido ao exagero do que assustadora.
O quarto filme também reforça a idéia de que todos os homens da franquia são uns idiotas céticos. Não tenho nada contra ceticismo, mas sim no que se refere a "sermos" idiotas. Mas o pior de tudo é a protagonista. A atriz até que é boa - em muitos sentidos - mas a coragem mostrada por ela no final do filme é tão irreal quanto a covardia do Dennis no final de Atividade Paranormal 3.

Contudo, nem tudo é ruim. Apesar de terem detonado de vez com a história, há algumas coisas que se salvam. A começar pela "câmera dos pontos" - como chama mesmo aquela porra? - que capta uma silhueta assustadora em alguns momentos do filme. Mas o que praticamente salva Atividade Paranormal 4 são os segundos finais, totalmente inesperados e realmente assustadores. Sem dar gancho para um quinto filme - mas todos sabemos o que vai acontecer, certo? - fizeram um final prático e perturbador, embora ele tenha feito a franquia cair de vez na vala comum dos outros filmes de terror deste século.

Como eu disse, exceto pelo primeiro.
P.S.: Katie Featherston está mais magra, mas continua linda.
P.S. 2: Apesar de tudo, quando o quinto filme estrear, estarei lá na fila.
Atividade Paranormal 4 - trailer

2 comentários:

lil souto disse...

Nunca tive coragem de assistir nenhum da sequencia. Sou meio cagona. (quando eu digo meio, quero dizer MUITO)

Sobre A Bruxa de Blair, meu primeiro filme de terror em toda a vida, tenho um certo amor por esse filme. E, por conta desse amor, mantenho o medinho toda vez que assisto.. Hahaha. Mesmo agora já crescida e achando o filme uma bobeira.

Vc escreve muy bien, chiquito.

Me deu até vontade de assistir esse filme (e ó que eu sempre evitei até ver o trailer).
Achava até hoje que o filme tratava-se de histórias reais, experimentos com câmeras e etc. Obrigada por aliviar minha vida. Hahaha!

Beijos

Augusto Fernandes Sales disse...

De nada, babyluv. O primeiro é o único que realmente vale a pena mesmo, os outros são apenas assistíveis.

A Bruxa de Blair é muuuuito bom.