terça-feira, 26 de março de 2013

O Policial do Futuro

De quando a Sessão da Tarde era algo legal...

Em muitas coisas, sou da opinião de que quanto mais simples, melhor. É claro, isso não se aplica a tudo, mas nem sempre precisamos de muita sofisticação ou profundidade para sermos felizes.
Não sou o maior fã de - como meu amigo Diego costuma dizer - filmes cabeçudos. É claro que também não sou o Rei da Superficialidade, não é isso. Acho que, se tratando da indústria do entretenimento, o equilíbrio entre arte como forma de expressão e arte como forma de diversão é muito importante, embora seja algo extremamente difícil de ser alcançado.
Por essas e outras razões é que gosto bastante do que eu chamo de "filmes-comerciais-que-não-são-exatamente-ruins"... OK, essa é a primeira vez que uso esse termo, mas você entendeu o meu ponto de vista. Títulos como Rambo (o primeiro), Freejack, Mar em Fúria ou A Sombra e A Escuridão podem muito bem ser usados como exemplos desse, digamos, gênero. Muitos deles passavam constantemente na Sessão da Tarde na década de noventa. Pô, era muito bom chegar da escola e ver na chamada da Globo que iria passar Top Gun, Dirty Dancing, Te Pego Lá Fora, Curtindo a Vida Adoidado, etc, etc, etc.

Uma presença certa nessa seleta lista de filmes é RoboCop - O Policial do Futuro (1987). Entenda bem, não é daquelas produções feitas para se refletir no final ou coisa do tipo. É o tipo de filme feito, basicamente, de diversão e nerdicie pura.
O filme mostra um futuro próximo e bastante sombrio da cidade de Detroit. Uma onda de crimes assola a metrópole ao mesmo tempo em que a policia local ameaça entrar em greve, devido à terceirização da segurança pública, quando a empresa OCP assume o controle do Departamento de Polícia. Nesses tempos de caos e quase anarquia, o traficante Clarence Boddicker (isso parece nome de vilão?) é um dos mais procurados criminosos da cidade e responsável pela morte de dezenas de policiais.
Em meio a tudo isso, o policial Alex Murphy é transferido para a região mais perigosa da cidade e passa a trabalhar em parceria com a durona Oficial Lewis. Os dois se dão bem logo de cara e a dupla parece se entrosar, mas para o azar de ambos, uma das primeiras missões se trata de perseguir Boddicker. A dupla de policiais vai ao encalço da quadrilha e chega em uma usina metalúrgica abandonada, apenas para serem dominados pelos criminosos. Lewis é apenas posta fora de combate, mas Murphy não tem tanta sorte: depois de torturá-lo, Boddicker fere Murphy mortalmente com um tiro na cabeça.
Contudo, antes que o policial sucumba aos ferimentos, secretamente a OCP mantém seus sinais vitais e o usa para a construção de um protótipo. Nasce daí RoboCop, a nova arma de Detroit no combate ao crime. No entanto, conforme o tempo passa o agora  metade homem-metade máquina começa a ter lembranças de sua vida passada, além de se recordar do rosto de seus assassinos. E descobre também que, assim como o mal que assola aquela sociedade, há algo de errado nos escritórios de seus criadores...

RoboCop teve duas sequências bem fraquinhas lançadas no começo da década de noventa, mas por mais que seja apenas mais um filme de ação estereotipado, já é um dos clássicos da ficção científica. Há poucos meses, foi divulgada a notícia de que o diretor brasileiro José Padilha (dos dois Tropa de Elite) foi escalado para dirigir um remake do filme. Pessoalmente, eu não acho que Robocop seja um filme que precise de remake, pelo menos não ainda. Mesmo assim, se a idéia realmente rolar, talvez saia algo interessante daí...

RoboCop (1987) - trailer
 
 
 

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