terça-feira, 26 de março de 2013

O Morcego. A Gata. O Pinguim.


Estou muito por fora dos lançamentos no cinema nos últimos meses. A verdade é que, no que se refere a filmes, 2012 só vai começar de verdade para mim depois do lançamento de The Dark Knight Rises, último filme da franquia de Batman pela batuta de Christopher Nolan. Por essa razão, tenho falado bastante do personagem nos últimos meses por aqui, sobretudo sobre suas versões para o cinema. Já fiz posts sobre Batman (1989), de Tim Burton, Batman Begins (2005) e O Cavaleiro das Trevas (2008), de Nolan. Como é quase certo que eu não venha a falar dos carnavalescos e terríveis filmes do Joel Schumacher que deixaram a franquia meio morta por oito anos, então só falta falar sobre o segundo filme de Burton, de 1992. Batman - O Retorno (Batman Returns, no original) é inferior ao primeiro filme, mas isso não faz dele algo a ser desprezado. É certo que os fãs mais radicais dos quadrinhos nunca engoliram direito a idéia de ver Michael Keaton no papel do herói, mas pessoalmente eu acho que ele foi relativamente bem no que diz respeito à proposta de Burton.
Se, no primeiro filme tivemos como vilão um Coringa interpretado magistralmente por Jack Nicholson, na sequência a vez foi de Danny DeVitto dar vida ao Pinguim e Michelle Pfeiffer fazer a (!!!) Mulher-Gato.
No que diz respeito à história, o roteiro é bem fraquinho. O filme começa com um casal de milionários tendo problemas em lidar com seu primogênito que nasceu com sérios defeitos físicos. Para se livrar do problema, abandonam o bebê nos esgotos de Gotham e seu paradeiro permanece um mistério por 33 anos. Nos dias atuais, a secretária Selina Kyle - uma espécie de Bridget Jones, só que mais gostosa - vê sua vida chegar ao fundo do poço quando seu chefe tenta assassiná-la. Selina então, ao melhor estilo Lester Burnham de Beleza Americana, resolve que é hora de retomar o controle da própria vida. A saída encontrada pela loira é sair pela noite de Gotham saltando pelos telhados como a Mulher-Gato.
O milionário Max Schreck (Christopher Walken) tem interesses comerciais na saída do prefeito da cidade, então lança o recém-descoberto Pinguim como candidato à prefeitura de Gotham. Pinguim, é claro, tem seus próprios planos de vingança contra a cidade que o rejeitou.
Embora visualmente bonito, o roteiro peca um pouco pelas fracas motivações dos vilões. A maquiagem feita para dar vida ao Pinguim também é um caso à parte, muito bem produzida. A trilha sonora novamente fica a cargo de Danny Elfman, que apenas reinventou seu trabalho feito no primeiro filme.

Em um mundo contemporâneo de Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas, pouca gente com menos de vinte anos já viu Batman - O Retorno. Obviamente não é o melhor filme da franquia, mas não chega a ser ruim.

Batman - O Retorno - trailer

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