segunda-feira, 25 de março de 2013

Inserção


Há algumas semanas, comentei aqui que acho que Christopher Nolan é o melhor diretor de cinema da, digamos, safra atual. Não que seja o meu favorito, mas é inegável que é razoavelmente jovem para o currículo que tem e é um forte candidato a se tornar o melhor diretor da década. Se engana quem pensa que digo isso apenas pelo fato de que ele dirigiu a trilogia de O Cavaleiro das Trevas. Antes disso, já havia feito o bom Insônia (2002) e o elogiado Amnésia. Este último, entretanto, eu não vi.
Depois de seus três filmes do Batman, é possível que seu trabalho mais conhecido seja a ficção-científica A Origem (Inception, 2010).
Os poucos que acompanham este blog há algum tempo sabem que é extremamente possível que obras desse gênero são muitas das minhas favoritas. De primeira, já dá pra lembrar de Alien, 2001: Uma Odisséia no Espaço, Blade Runner e Mad Max.
A Origem foi um dos poucos filmes que vi na estréia na minha vida e, nesse caso, não porque criei alguma expectativa. Naquela ocasião, vi o filme simplesmente porque estava com vontade de ver alguma coisa diferente.
Sem dúvida, está entre os mais bem feitos filmes no aspecto técnico e visual. Não por acaso, ganhou quatro Oscar nesses quesitos (fotografia, edição de som, mixagem de som e efeitos visuais) e concorreu a outros quatro (melhor roteiro original direção de arte, trilha sonora - publiquei uma das músicas de Hans Zimmer anteriormente - e melhor filme).
A idéia principal nem é tão inovadora assim, já que muitas outras obras da cultura pop usaram o sonhar como tema. Cobb, o personagem principal é um tipo de agente secreto/espião freelance que trabalha invadindo os sonhos alheios e roubando segredos ocultos na mente de pessoas poderosas. Contudo, mais do que dinheiro, Cobb deseja poder voltar aos Estados Unidos para rever os filhos, lugar de onde é fugitivo por ser suspeito de assassinar a própria esposa.
O agente e sua equipe são contratados por um empresário para invadir a mente de Robert Fischer, herdeiro de seu maior concorrente. Contudo, ao invés de extrair uma informação da mente do sujeito, a missão é exatamente o contrário: inserir uma idéia no subconsciente de Fischer para que ele divida o próprio império de maneira consciente. Relutante no início, Cobb aceita fazer parte da missão quando Saito, seu empregador, lhe promete a chance de voltar para casa.
 Há vários aspectos interessantes na história de A Origem. Um exemplo é o fato de que a cada nível mais profundo de nossa mente o tempo parece passar mais rápido em relação ao mundo real. Acredito que todo mundo já passou pela situação de ter um sonho que parece durar horas em um simples cochilo de dez minutos. Essa idéia tem sério impacto no personagem de Ken Watanabe, mostrado logo no início do filme.
Pra um sujeito que adora dar uma viajada de vez em quando - ou frequentemente, nas últimas semanas - A Origem é um prato cheio. Nos rankings do Internet Movie DataBase, ocupa a 14ª posição nos maiores filmes de todos os tempos e a 1ª nos maiores filmes da década.
Com Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, a gracinha da Marion Cotillard, Pete Postlethwaite e Michael Caine.
Inception (2010)- trailer


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