segunda-feira, 25 de março de 2013

Era Uma Vez...

Sempre gostei de filmes desde que me lembro. Tinha cinco anos de idade na primeira vez em que fui ao cinema e, desde então, a sétima arte tem sido um dos meus hobbies favoritos. Entretanto, assim como a maioria das pessoas, o advento do DVD e, sobretudo dos DVD's baratos foi o que me aproximou dos clássicos e filmes conceituados. Até então, minha relação com o cinema se limitava aos títulos contemporâneos à minha própria vida.
Foi em 2007, quando trabalhava em uma loja de departamentos, que vi muita coisa essencial para os ditos cinéfilos - grupo do qual definitivamente não faço parte. A trilogia de O Poderoso Chefão, por exemplo, considerada por muita gente como a melhor de todos os tempos, vi nessa época.
Na minha posição de expectador, foi uma espécie de boom de clássicos. Vi muita coisa dos anos setenta, a alvorada de caras como Al Pacino e Robert de Niro - que se tornariam meus dois atores favoritos de todos os tempos - e meus primeiros faroestes.
Obviamente, me decepcionei com muita coisa. Foi nessa época que aprendi que termos como cult, conceituado ou sucesso de crítica nem sempre significam bons. Ou, pelo menos, não significam "digno de unanimidade".
Comprei Era Uma Vez no Oeste (1968) por pura curiosidade. Nunca havia visto um filme do gênero - no máximo, conhecia as músicas eternizadas por Ennio Morricone que praticamente simbolizavam todos os faroestes. Tanto que comprei esse filme achando que o tema principal fosse o que na verdade era o de Três Homens em Conflito.
Na primeira vez em que o assisti, fiquei bastante decepcionado. Era Uma Vez no Oeste é um filme lento, com poucos diálogos. Depois, na internet, descobri que o público que o viu na época de seu lançamento achou a mesma coisa.
Contudo, Sergio Leone tinha um motivo para tê-lo filmado dessa maneira e muito tempo se passou até que fosse compreendido. O ritmo de Era Uma Vez no Oeste condizia com os últimos suspiros na vida de uma pessoa antes de morrer.
A trama tem algo em comum com outro filme do gênero também de Leone, Três Homens em Conflito, lançado dois anos antes. Em Era Uma Vez no Oeste, também há três personagens durões (interpretados por Henry Fonda, Charles Bronson e Jason Robards).
A história se passa durante o período em que os Estados Unidos começaram a "descobrir" o Oeste do país. A ex-prostituta Jill McBain chega a Utah no trem vindo de New Orleans e encontra seu marido e família massacrados em um banho de sangue. Todas as pistas levam ao fora da lei Cheyenne, mas o assassino na verdade é o mercenário Frank, de alguma forma ligado ao avanço da ferrovia rumo ao Oeste. Ao mesmo tempo, o misterioso Harmonica chega à cidade para um acerto de contas.
Era Uma Vez no Oeste, apesar de lento à primeira vista, tem todos os aspectos presentes em um bom western: personagens fodões, falas cheias de efeito, trilha sonora emblemática (a música tema do Cheyenne é a melhor!) além, é claro, do duelo final.

Clássico!

 
Era Uma Vez no Oeste (1968) - trailer

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