segunda-feira, 4 de março de 2013

Caçador. Caça.

(publicado originalmente em março de 2012)

Já disse algumas vezes por aqui que entrei no mundo das HQ's através da clássica saga A Morte do Superman. Essa história criou certo rebuliço na mídia na ocasião - início dos anos noventa - embora eu não fizesse muita idéia disso na ocasião. A Morte do Superman foi mais uma grande jogada de marketing do que uma história que ficaria famosa pela qualidade, já que é bem superficial. Um monstro surge das profundezas da Terra e passa a arrasar tudo à sua frente. A Liga da Justiça, na ocasião com uma de suas formações mais medíocres, é chamada e facilmente posta fora de combate pela criatura, batizada pelo Gladiador Dourado de Apocalypse (Doomsday, no original). Superman vai de encontro à criatura e ambos iniciam uma batalha que atravessou metade dos Estados Unidos e terminou com a morte de ambos em Metrópolis, em frente ao prédio do Planeta Diário. A imagem do herói perdendo a vida nos braços de Lois Lane é uma das mais emblemáticas das histórias em quadrinhos.
O tempo passou e, é claro, a DC Comics trouxe o herói de volta na razoavelmente boa O Retorno do Superman. Quatro superseres surgem em Metrópolis afirmando ser o Homem de Aço. John Henry Irons, que hoje é o personagem Aço, uma nova versão do Superboy, o Erradicador e um misterioso Super Ciborgue que, ao final da saga, se revelaria um vilão. No entanto, o Superman verdadeiro retorna - seu corpo havia sido levado pelo Erradicador para a Fortaleza da Solidão e, aproveitando a energia solar armazenada nele, pôde ser "reanimado". No final de tudo, um Superman de cabelos compridos retorna a Metrópolis e as histórias do herói voltaram à rotina.
Meses depois do retorno do herói, a DC publicou a já aguardada revanche do Homem de Aço contra o monstro que o "matou": Superman: Hunter/Prey. Por aqui, a minissérie foi lançada em meados de 1995, intitulada pela Abril como Super-Homem Versus Apocalypse: A Revanche.

Apesar do tempo e das controvérsias em torno da fase do Superman roteirizado por Dan Jurgens, ainda é uma das minhas histórias de super-herói favoritas até os dias de hoje. Se A Morte do Super-Homem me marcou pelo choque de ver o supra-sumo em heroísmo ser morto, A Revanche marcou pela expectativa em torno do reencontro do herói com o Apocalypse.

No início, vemos que Clark Kent têm pesadelos recorrentes com a criatura e ainda não superou o trauma de ter sido mortalmente ferido pelo único adversário que o fez sentir medo. Decide então descobrir o paradeiro de Apocalypse, já que o corpo do monstro foi lançado no espaço pelo Super Ciborgue em O Retorno do Super-Homem. Enquanto isso, uma nave de Apokolips encontra o asteróide em que a criatura está presa e o recolhe, pensando em conseguir algum dinheiro. Quando os tripulantes se dão conta do "brinde" anexo à rocha, Apocalypse desperta e mata a todos. Contudo, mesmo desprovido de inteligência, Apocalypse chega ao planeta regido por Darkseid graças ao piloto automático da nave. Nem é preciso dizer que o monstro arrasa tudo o que encontra pela frente, derrotando inclusive o próprio Darkseid, um dos maiores vilões do Universo DC - cá pra nós, ele é um vilãozinho bem mequetrefe.
Enquanto isso, Superman procura a Liga da Justiça à cata de informações que o ajudem a rastrear Apocalypse no espaço. Contudo, a Liga recebe um pedido de ajuda vindo de Apokolips e o Homem de Aço decide investigar, sem saber que encontrará seu maior medo.

A Revanche mostra diversos momentos interessantes, mas um dos mais esperados ocorre na segunda edição, quando Tempus conta a Superman sobre a origem de Apocalypse. No final, com a ajuda da Caixa Materna, vemos um Superman diferente, usando armas contra o monstro, o que inclui uma espécie style de espada Jedi.

Clássico.

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