segunda-feira, 25 de março de 2013

Bueller. Bueller. Bueller. (SAVE FERRIS)


É um dos mais clássicos filmes da época boa da Sessão da Tarde. Quando me digo "época boa", me refiro aos últimos anos da década de noventa e os primeiros da de 2000, antes do programa se limitar a filmes de cães que jogam basquete, golfinhos que são campeões de bocha, texugos que combatem o crime e a filmecos com os adolescentes horrorosos do Disney Channel. Além disso, os próprios longas adolescentes da era pré-American Pie retratavam de certa forma a realidade escolar de uma época em que não existiam celulares, MSN's, as paixões eram verdadeiras, os nerds não eram populares - muito pelo contrário - e viver era muito mais legal.
Embora vários filmes pudessem ser citados desse "gênero", a saga de Ferris Bueller é o mais emblemático de todos. Sobretudo eu, um cara que aproveitou muito pouco a adolescência, tenho o personagem principal desse filme ao mesmo tempo como exemplo e como inimigo. Quando digo exemplo, falo da postura de Ferris no que se refere a aproveitar a vida. Já quando digo inimigo, me refiro ao fato de que Ferris é um adolescente muito diferente do que eu fui. Ferris é o cara legal, aquele de quem todos os alunos da escola gostam. Eu era um daqueles que passavam despercebidos. Só era notado no local depois de muitos minutos.
Mas isso não vem ao caso.
Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off, 1986) narra um dia na vida do aluno mais popular da escola... fora da escola! Ferris acorda em uma bela manhã ensolarada e decide matar a aula. Como todo bom dia desse tipo, ele deve se fingir de doente para os pais, enganar o diretor, irritar a irmã certinha e ter a companhia da namorada (a gracinha da Mira Sara) e (da Ferrari do pai) do melhor amigo.
São várias as cenas antológicas. A mais famosa, é claro, é a em que Ferris dubla Twist and Shout em uma festa de rua. Aliás, essa música dos Beatles ficou muito mais conhecida depois dessa cena.
Proporcionalmente falando, o filme tem também um dos melhores vilões da história do cinema. O diretor da escola de Ferris, Ed Rooney, é o clássico  perseguidor de cabuladores de aula que tenta mostrar alguma autoridade. Absolutamente todas as cenas do personagem no longa são ótimas.
Isso tudo sem mencionar, é claro, a lendária trilha sonora de Curtindo a Vida Adoidado. Além da supramencionada música dos Beatles, a música Oh, Yeah, de Yello, que toca nos créditos finais também marcou época.
Ferris Bueller's Day Off (1986) - trailer

Um comentário:

Beatriz Cordeiro disse...

esse filme é de mais, Matthew Broderick é o máximo!!