terça-feira, 26 de março de 2013

A Saga de Max

Adoro filmes superficiais (não confundir com ruins). É verdade que obras cerebrais - ou, como meu bom amigo Diego diz, filmes cabeçudos - como 2001: Uma Odisséia no Espaço ou As Pontes de Madison também estão entre meus favoritos, mas é inegável o charme de alguns clássicos comerciais - ou nem tanto - da Sessão da Tarde. Aqueles que casam direitinho com aquelas tardes em que você não está com muita vontade de refletir sobre a vida, apenas passar duas horas de diversão descompromissada. São meus favoritos. Tanto que são maioria absoluta nos posts deste blog.

Também existem aqueles casos de filmes que você sempre ouviu falar mas nunca assistiu. No meu caso, posso citar clássicos como Cidadão Kane, Golpe de Mestre e Os Sete Samurais ou sucessos mais recentes como Quem Quer Ser Um Milionário ou O Artista.
Até poucos anos atrás, uma franquia que fazia parte dessa lista era a trilogia de Mad Max, que revelou Mel Gibson - ao contrário de Máquina Mortífera, como muita gente pensa. Já tinha visto Além da Cúpula do Trovão no SBT há alguns anos, mas na época pensava que fosse um filme só.
Por gostar de, ocasionalmente, ver um filme ou ler algo que me faça desligar da realidade - ah, se eu tivesse acesso a Boo'ya Moon - curto bastante histórias ambientadas no futuro. É natural que, com a crescente fé da Humanidade em si mesma, grande parte dessas histórias mostre uma ambientação pós-apoclíptica, devastada por uma guerra nuclear ou pelo derretimento total das calotas polares, só citando dois exemplos.
Mad Max, se visto como franquia, não é exceção.
O primeiro ambienta-se em um futuro próximo-mas-não-especificado e tem como cenário as estradas australianas que cortam o deserto. A sociedade é aterrorizada por gangues de motoqueiros neo-punks e conta apenas com a proteção de uma polícia um pouco decadente. Max Rockatansky é um dos melhores da força policial e vê NightRider, um desses motoqueiros morrer depois de uma perseguição. A gangue da qual NightRider fazia parte jura vingança.
Depois de sofrer com o acidente de um parceiro e com medo de morrer e abandonar a esposa e filho pequeno, Max tenta se demitir da força policial. Seu chefe o convence a apenas tirar umas férias e pensar melhor no caso e Max decide viajar com a família. Contudo, seu caminho e o da gangue de Toecutter se cruza pela última vez. No final, Max torna-se um andarilho querendo esquecer seu passado.
Desse filme, destacam-se as cenas de perseguição pelas estradas desertas. E é curioso como a presença e ameaça de gangues arruaceiras é constante em filmes futuristas. Robocop e Laranja Mecânica exemplificam isso.
O segundo filme, intitulado originalmente de The Road Warrior, já mostra o cenário quase totalmente pós-guerra nuclear. A principal fonte de energia, que consequentemente se torna mais valioso do que ouro, é a gasolina. Max se envolve em uma disputa territorial entre uma gangue - olha eles aí de novo! - e um grupo de sobreviventes da guerra pela posse de uma usina de petróleo.
No terceiro longa, lançado em 1985, Max - agora não muito mais do que um andarilho - chega a uma cidade no meio do deserto chamada Batertown. A líder daquela sociedade, interpretada por Tina Turner, o contrata para matar a outra figura com poder na cidade, o responsável pelo fornecimento de energia. Depois do plano falhar, Max é banido de volta ao deserto, onde encontra um grupo de crianças isolado do mundo por um paraíso natural. As crianças o vêem como um messias e Max decide liderá-los. Para isso, precisa da ajuda e do conhecimento de Master, aquele que teria que ter assassinado.
Obviamente, os três filmes dirigidos por George Miller não serão encontrados naquelas listas intelectuais dos maiores filmes de todos os tempos. Não são muito mais do que filmes de ação estrelados por um astro emergente, mas é um dos meus favoritos.
Estava previsto para 2014 o lançamento do quarto filme da série, intitulado de Mad Max: Fury Road, sem Mel Gibson como o herói. Para o papel, estava escalado Tom Hardy, o Bane do último filme do Batman. Pessoalmente, eu não gosto de atores substitutos em papéis emblemáticos. De qualquer forma, aparentemente o projeto foi adiado para um futuro próximo. Ou distante. Ou, quem sabe, pós-apocalíptico...






Mad Max (1979) - trailer



 
Mad Max II - The Road Warrior (1981) - trailer
 


Mad Max Beyond ThunderDome (1985) - trailer



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