domingo, 26 de agosto de 2012

The Dark Knight Rises

Pretendia ver Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012) mais uma vez antes de fazer um post sobre o filme aqui, mas como parece que isso vai demorar a acontecer, melhor fazer isso agora. Depois, se for o caso, só darei novas "pinceladas".
O caso é que nunca na minha vida eu havia criado tanta expectativa antes de um filme ser lançado. Ironicamente, não pude ir à estréia - coincidiu com a minha última aula no curso de férias de cênicas - o que não ocorreu nos dois primeiros longas. Por mais que estivesse curioso, só vi o último filme da trilogia do Batman de Christopher Nolan vários dias depois.

Como era de se esperar, fiquei esperando tanto por esse filme que, no final das contas, fiquei um pouco decepcionado. Esse sentimento vai de encontro ao que vivi ao ver o segundo filme - não esperava nada e saí do cinema com um novo filme favorito.

Seja como for, Christopher Nolan conseguiu dirigir uma das melhores trilogias de todos os tempos. Pessoalmente, acho que apenas Toy Story e O Poderoso Chefão se equiparam. O Senhor dos Anéis, Matrix e as duas de Guerra Nas Estrelas, desculpe, não chegam nem perto.

Já falei anteriormente de Batman Begins (2005) e de O Cavaleiro das Trevas (2008), então não há muito mais a acrescentar sobre eles. Enquanto o primeiro foi baseado na HQ Batman: Ano Um - de Frank Miller - o segundo foi levemente adaptado de Batman: A Piada Mortal - de Alan Moore. Por isso, pelo menos no quesito "inspiração", The Dark Knigh Rises bate os dois primeiros, já que nada menos do que três grandes sagas do Homem-Morcego foram base para o roteiro escrito por Chris e Jonathan Nolan e David S. Goyer: O Cavaleiros das Trevas (Miller), A Queda do Morcego (vários roteiristas) e Terra de Ninguém (vários).

Enquanto o mérito de Batman Begins é ter sido feito na ponta dos dedos e com o maior cuidado (já que tinha a responsabilidade de ressuscitar a franquia Batman depois dos dois fracassos de Joel Schumacher) e o de O Cavaleiro das Trevas é, talvez, não ter tido muita pretensão no início, The Dark Knight Rises peca ao tentar contar a história rápido demais. Bane,  principal vilão da trama, tem pouca profundidade psicológica e uma motivação um tanto vazia demais.

Tudo acontece oito anos depois dos eventos mostrados no segundo filme. A criminalidade em Gotham está em baixa depois da aprovação da Lei Dent, inspirada pelo promotor morto em O Cavaleiro das Trevas. Bruce Wayne se retirou das atividades de vigilante mascarado e se tornou uma espécie de eremita, vivendo a maior parte do seu tempo recluso em sua mansão.

Bem, Bane entra na história e começa a ameaçar Gotham com terrorismo. Batman retorna para combater o vilão, mas é derrotado com relativa facilidade. O mercenário, então, transforma a cidade em uma verdadeira terra de ninguém, libertando todos os criminosos.

É um filme cheio de surpresinhas no roteiro, mas nada que realmente deixe alguém de queixo caído. A participação do ator Joseph Gordon-Levitt é meio óbvia e confirma muitos dos boatos a respeito de seu personagem que circularam na Internet antes do lançamento do filme. Algumas atitudes do Batman também não, digamos, me passaram pela garganta, como uma cena em que foge de Bane e em sua confiança incondicional na personagem Selina Kyle.

É um  bom filme, mas bem inferior ao segundo. É até mais grandioso do que Batman Begins, mas apenas talvez se equipare a ele. Como disse antes, dá a impressão de ter sido feito às pressas, como uma obrigação de Nolan. Não acho que a franquia teria sido menor se tivesse parado no segundo filme.

Como méritos, o ótimo elenco dos dois longas anteriores é mantido, as cenas de ação são mais frequentes e Hans Zimmer fecha com chave de ouro a trilha sonora.

Com Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman e Michael Caine.


The Dark Knight Rises - trailer 2

 The Dark Knight Rises - trailer 3


The Dark Knight Rises - trailer 4

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