sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank

Qual é o seu filme favorito de todos os tempos?
Embora a minha pergunta acima possa sugerir que este post vá abordar o meu filme preferido, não é exatamente isso que vai acontecer. Contudo, Um Sonho de Liberdade (The Shawshank Redemption, 1994) realmente está entre os meus, digamos, top 10. O motivo pelo qual fiz a pergunta na primeira linha deste post é explicada pelo fato de que esse filme está em primeiro lugar na lista dos 250 melhores filmes de todos os tempos do site The Internet Movie DataBase. A tal lista é feita de acordo com a média das notas dadas pelos internautas, o que tira dela, talvez, o questionável rótulo de "melhores filmes de acordo com a crítica".
Não, Um Sonho de Liberdade não é O meu filme favorito, mas é difícil considerar injusta a primeira colocação dele no site. Ironicamente, não ganhou nenhum Oscar, apesar de ter concorrido em sete categorias: Melhor Ator (Morgan Freeman, que perdeu para Tom Hanks), Melhor Filme (quem levou foi Forrest Gump), Melhor Roteiro Adaptado (também para Forrest Gump), Fotografia (Lendas da Paixão), Som (Velocidade Máxima), Edição (Forrest Gump, de novo) e Trilha Sonora (O Rei Leão). Isso nos faz duvidar do verdadeiro valor de um Oscar, se ele premia mesmo o melhor filme. Aliás, sobre isso, pouco antes da entrega do prêmio da Academia no ano passado, fiz um post no Gato Smucky questionando sobre a premiação na categoria de melhor filme.
Sobre Um Sonho de Liberdade, ele é uma adaptação de um conto de Stephen King chamado Rita Hayworth and The Shawshank Redemption. Por aqui, foi publicado na coletânea Quatro Estações (a qual eu não encontro para comprar em lugar nenhum!! GRRR!!!). Se não me engano, nessa mesma coletânea foram também publicados os contos que deram origem aos filmes 1408 e Conta Comigo.
O filme começa em 1947, com o banqueiro Andy Dufresne sendo condenado a duas (!!!) prisões perpétuas pelos assassinatos da esposa e do amante. Enquanto isso, em Shawshank, uma prisão estadual do Maine, o condenado Ellis "Red" Redding é rejeitado em mais uma audiência de liberdade condicional. Red é um daqueles presos responsáveis pelo contrabando "de fora pra dentro" que há em todas as prisões - mas sempre com uma margem de lucro de 20%!.
Andy Dufresne cumpre sua pena em  Shawshank, mas, segundo Red, o narrador da história, "parece ter um jeito tranquilo, uma capa protetora, um escudo invisível contra esse lugar". A amizade de ambos acaba acontecendo de forma bem natural. Com o passar dos anos, sempre sob o olhar da garota do pôster na parede de sua cela, Andy se torna uma espécie de contador "não oficial" da prisão ao mesmo tempo em que monta uma biblioteca. O diretor de Shawshank aproveita os talentos de Dufresne em proveito próprio e começa a enriquecer ilicitamente. Contudo, a chegada de um novo prisioneiro em 1965 traz revelações sobre o assassinato da mulher de Andy. Revelações que mudam a vida de todos eles.
É bem difícil encontrar uma falha em Um Sonho de Liberdade. Ainda não li o conto original, mas o diretor Frank Darabont parece ter feito um excelente trabalho ao adaptar a história de King para um roteiro de cinema. A trilha sonora de Thomas Newman também é excelente. Citei uma música dele no post que fiz sobre trilhas sonoras. Isso sem falar nas excelentes atuações de Tim Robbins e Morgan Freeman.

Filmaço.

Abaixo, além do trailer, postei também uma das mais belas cenas do filme.

Um Sonho de Liberdade - trailer

Um Sonho de Liberdade - O Casamento de Fígaro

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