domingo, 3 de julho de 2011

Uivos ianques

Apesar de ter postado sobre poucos filmes do gênero por aqui, os filmes de terror sempre estiveram entre os meus favoritos. Os BONS, pelo menos. Outra coisa que marcou uma determinada época da minha vida (quem acompanha isso aqui já deve saber) foram os filmes da Sessão da Tarde na segunda metade da década de noventa, época dos meus últimos anos de escola.
Um Lobisomem Americano em Londres não passava na Sessão da Tarde. Passava no "primo pobre", o Cinema em Casa, no SBT, antes da emissora de Silvio Santos assinar contrato com a Disney e com a Warner, em 2000.
Mesclando terror, referências a outros filmes e humor negro, An American Werewolf in London é, na minha opinião, o melhor filme de lobisomem já produzido, superior até ao remake de O Lobisomem feito recentemente e protagonizado por Benicio Del Toro. (nem vou mencionar a série Crepúsculo pra não estragar de vez este post, embora já tenha mencionado).
Filmes de lobisomens, assim como vampiros e, principalmente mortos-vivos não devem ser feitos com a expectativa de que serão levados muito a sério e é exatamente nesse aspecto que o diretor e roteirista John Landis (de Um Príncipe em Nova York) acertou em cheio: ele não recheou  o filme com dramas pessoais ou filosofias sobre remorso ou identidade. Um Lobisomem Americano em Londres tem uma história simples (assim como as melhores histórias) e com pouca profundidade, o que não significa que seja ruim. Essa simplicidade toda faz com que o limitado elenco (no sentido de interpretação) não deixe a desejar, mesmo tendo atuações comuns.
Dois "mochileiros" americanos (David Naughton e Griffin Dunne) viajam pela Europa quando, no norte da Inglaterra, chegam ao isolado vilarejo de East Proctor, em uma noite fria. Ao entrar na taverna O Cordeiro Massacrado à procura de abrigo, não são recebidos muito amistosamente pelos habitantes locais. Ainda no local, notam o desconforto dos moradores ao indagarem sobre um pentagrama desenhado na parede e são expulsos dali (mas com educação). Contudo, antes de saírem, recebem recomendações: "Cuidado com a lua cheia" e "Mantenham-se na estrada, fiquem longe dos pântanos".

Um Lobisomem Americano em Londres - Fora da estrada, dentro dos pântanos
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Ao acordar em um hospital em Londres, semanas mais tarde, David recebe a notícia de que seu amigo Jack morreu ao ser atacado por um lunático. Mais estranho ainda, começa a ter visões do cadáver de Jack vindo visitá-lo, para avisar que David se transformará em um lobisomem na próxima lua cheia. Ao mesmo tempo em que questiona sua própria sanidade, David se envolve com a sua enfermeira (a bonitinha Jenny Agutter).
A cena em que David se transforma no monstro pela primeira vez se tornou referência no que diz respeito à maquiagem e efeitos especiais para muitos filmes produzidos depois. Aliás, foi o primeiro filme a vencer o Oscar de melhor maquiagem (no primeiro ano dessa categoria, na premiação de 1982). O responsável pela maquiagem do filme foi Rick Baker, que venceria mais seis Oscar nessa categoria desde então, inclusive por O Lobisomem (2010).
A trilha sonora de Um Lobisomem Americano em Londres também é interessante. Todas as músicas possuem a palavra "moon" (lua) no título. Em dezembro, bem antes de comprar o DVD do filme, postei um clipe com algumas cenas, com a música do Creedence tocando ao fundo.
Um Lobisomem Americano em Londres não é o maior filme de terror de todos os tempos (sequer causa medo), mas considero um dos meus favoritos. Afinal, muitas vezes as coisas simples são as melhores.

Um Lobisomem Americano em Londres (1981) - Trailer
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