terça-feira, 21 de junho de 2011

Se7e

(só pra não deixar de mencionar: esse é o post número 500 do blog. não que isso tenha alguma relevância)

Filmes de serial killers tem um monte por aí. Filmes desse gênero realmente bons são poucos. O primeiro que vem à mente da maioria das pessoas é o oscarizado O Silêncio dos Inocentes, com o Hannibal Lecter vivido por Anthony Hopkins. No meu caso, prefiro o susense Se7en (1995), do diretor David Fincher (o mesmo de Alien 3, Vidas em Jogo e Clube da Luta). Se for pra comparar o Silêncio dos Inocentes com esse filme, acho que Se7en tem, talvez, um pouco menos de profundidade psicológica, mas compensa isso com um ritmo mais envolvente do que o filme de Hannibal Lecter.
Morgan Freeman interpreta o cético Detetive William Somerset que, a poucos dias de se aposentar, deve fazer parceria com o recém-chegado Detetive David Mills (Brad Pitt). As diferenças entre ambos ficam claras já no primeiro diálogo entre os dois. Enquanto o veterano Somerset está totalmente desiludido com a violência e apatia das pessoas com os problemas sociais, Mills é quase um idealista.
No segundo dia de parceria de Mills e Somerset, ambos são chamados para investigar um homicídio no mínimo curioso: um homem obeso foi, literalmente, obrigado a comer até morrer. Posteriormente, Somerset descobriu a palavra Gula escrita com gordura na parede atrás da geladeira da vítima.
No dia seguinte, um novo homicídio é descoberto: um advogado é encontrado morto em seu escritório e as provas indicam que foi torturado antes de morrer. No chão do local, a palavra Cobiça escrita com sangue.
Somerset desconfia que se trata do mesmo assassino e que ele usa como modus operandi os Sete Pecados Capitais instituídos pela Igreja Católica.
A partir daí, o emocional Mills e o frio Somerset passam a juntar provas e tentar desvendar os crimes. Enquanto Somerset acredita que será apenas mais um crime sem solução, Mills acha que é apenas questão de tempo até pegarem o culpado. O que eles não sabem é que, enquanto investigam, o responsável pelas mortes está manipulando algumas situações.
O filme se passa em sete dias, a contar do primeiro de parceria entre os dois detetives. Um dos trunfos do roteiro é que, mesmo depois da revelação do assassino, a tensão se mantém até o fim (um dos desfechos mais sombrios da história do cinema). O assassino do filme (uma p%&¨% surpresa) também tem uma personalidade doentia e marcante, tanto quanto o Coringa de Heath Ledger e o personagem de Javier Bardem em Onde os Fracos Não Têm Vez.

Se7en foi indicado ao Oscar de Melhor Edição (perdeu para Apollo 13) e tem as atuações de primeiríssima qualidade de Morgan Freeman e Brad Pitt. Gwyneth Paltrow também tem uma participação importante na trama, como a esposa de Mills.
Como eu disse antes, comparando o vencedor de Oscar O Silêncio dos Inocentes e Se7en, eu prefiro o segundo. Além do fato do vilão de Se7en ter muito mais carisma (e ser melhor interpretado), não acho que o Hannibal Lecter de Anthony Hopkins seja TUUUUUDO isso que o pessoal diz (não sei, acho ele meio gay). Se7en também prende mais a atenção e é um filme muito mais prático do que "O Silêncio".

3 comentários:

Justiceiro disse...

Seven, EXCELENTE FILME!.

brigida disse...

O filme Seven realmente é muito bom!! Mas, você chegou a ler o livro "Hannibal"? É muito legal também, bem melhor que o filme ...
Bjos

Augusto Fernandes Sales disse...

Eu sequer sabia que Hannibal era, originalmente, um livro. Dificilmente as adaptações cinematográficas superam as versões originais. Mas existem exceções.