quarta-feira, 11 de maio de 2011

O Oitavo Passageiro

Nos últimos dias estava em dúvida sobre qual seria o título a “estrelar” o centésimo post sobre filmes deste blog. Considerei Os Imperdoáveis e Fogo Contra Fogo, mas ambos já foram mencionados aqui mais de uma vez. Mesmo eu tendo a intenção de fazer posts exclusivamente sobre esses dois filmes, preferi postar algo inédito por aqui.
Acabei escolhendo um filme de um dos meus gêneros favoritos, a ficção científica. Assim como disse no post sobre o filme Predador, gosto desse gênero quando estou meio de saco cheio do mundo atual (o que, ultimamente, não tem sido raro) e quero ver alguma coisa que me faça viajar. Então, nada mais justo que, depois de falar sobre o maior caçador do cinema, eu fale sobre seu “primo mais velho”, o alienígena mais mortífero das telonas.
Alien (1979) é um clássico. Mas sua fama não se sustenta apenas por isso. Alien, além de clássico, é um filmaço. O filme de Ridley Scott também foi a produção que lançou à fama Sigourney Weaver.
A história tem todos os elementos necessários a um bom filme de ficção/terror. Sensação de isolamento, claustrofobia, bons sustos, medo do desconhecido. Assim como O Predador, tem um roteiro tão simples quanto original.
Em um futuro distante, o rebocador espacial Nostromo faz sua longa jornada de volta à Terra com um carregamento de milhares de toneladas de minério. Os tripulantes acabam de acordar das câmaras de hibernação fazem uma refeição depois de muito tempo desacordados. Entretanto, um sinal de S.O.S. vindo de um planeta desconhecido fez com que a inteligência artificial da nave desviasse sua rota, já que de acordo com o regulamento da empresa, sempre que um sinal de pedido de socorro for recebido, a equipe deve investigar.
Ao descer no planeta hostil, a nave sofre avarias. Enquanto é consertada, uma equipe de três tripulantes é destacada para seguir os rastros do suposto pedido de ajuda. Depois de caminharem no solo rochoso do planeta, encontram uma nave espacial parcialmente destruída. Enquanto isso, na Nostromo, Ripley (uma belíssima e durona Sigourney Weaver) reinterpreta os sinais vindos da nave alienígena, não como um pedido de ajuda e sim como um alerta. Mesmo assim, a equipe de solo entra na nave a continua as investigações.
Depois de encontrar um fóssil de alienígena dentro do veículo (com estranhos ferimentos no peito, como se tivesse sido explodido de dentro pra fora), um dos tripulantes, Kane, encontra “coisas parecidas com ovos” em um dos compartimentos da nave. Ao tentar investigar melhor, algo sai de um dos ovos e gruda em seu rosto.
Kane é levado às pressas para dentro da nave, mas Ripley se recusa a deixá-los entrar devido ao regulamento de quarentena, existente para que os demais tripulantes não sofram risco de contaminação.
A criatura que cobriu o rosto de Kane lhe mantém vivo, assim como o ser que agora se desenvolve em seu ventre. Na verdade, Kane está sendo apenas o hospedeiro do embrião de uma criatura que é o sobrevivente quase perfeito: tem ácido como sangue, é extremamente sanguinário, luta apenas pela preservação da própria espécie e, o melhor: é destituída de sentimentos humanos. Assim que nasce e se desenvolve, o terror toma conta da nave. (nesse momento, me lembro de uma das vezes em que vi esse filme e meu pai estava comigo. Ele, quando viu o Alien saindo de dentro da barriga de Kane, disse: "Eita porra, o cara engravidou dessa porrinha!". Meu pai tem várias pérolas acumuladas na vida que renderiam um ótimo post por aqui.)
Alien se tornou uma das franquias mais famosas dos filmes de ficção científica, além de nos apresentar provavelmente a criatura mais feia que o cinema já concebeu (fruto da criatvidade do artista conceitual H.R. Giger). O longa teve três sequências: o também excelente Aliens (1986), o fraquinho Alien 3 (1992) e o desnecessário Alien: A Ressurreição (1997). Todos eles estrelados por Sigourney Weaver.
O monstrengo também teve dois encontros com o Predador. Apesar da maioria dos fãs de ambas as franquias ter ficado decepcionada, achei que Alien vs Predador (2004) não ficou tão ruim quanto se esperava. Mesmo assim, poderia ter ficado melhor, muito melhor. Os dois monstros da Fox voltaram a se enfrentar em Alien vs Predador: Réquiem (2007), mas esse sim ficou bem ruim. Foi muito mal dirigido, além de apresentar um ridículo PredAlien, o monstro que nasceu quando um Alien foi incubado no corpo de um Predador.
A criatura alienígena também apareceu em outras mídias, como as HQ's, por exemplo. Alguma minisséries foram feitas, sob a batuta da editora Dark Horse. Inclusive, esse encontro com o Predador ocorreu primeiro nos quadrinhos. Também no univeso dos comics, o Alien enfrentou os dois maiores pesos pesados da DC Comics: Superman, por duas vezes e Batman. Futuramente, falo dessas duas histórias em particular.
Quando falo da originalidade de Alien, não falo apenas do que diz respeito ao roteiro, mas também na criação do próprio personagem. É a criatura selvagem perfeita. Seu modo de se reproduzir é extremamente peculiar (vale lembrar que cada Alien possui algumas características físicas similares a cada hospedeiro). Ninguém ousaria feri-lo devido ao seu sangue ser ácido puro. Sua selvageria é única.

Alien - trailer
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No quesito importância, a minha opinião é que Alien é, ao lado de 2001: Uma Odisséia no Espaço, o melhor filme de ficção científica até a época dos efeitos especiais quase perfeitos em que vivemos hoje. E mesmo assim, ainda supera recentes sucessos de bilheteria (leia-se Avatar) em vários quesitos.

Alien - Versão do Diretor - trailer

video


Alien é clássico.
Adoro!

3 comentários:

aocoringa disse...

filmaço aço aço

Perséfone disse...

Depois que assisti ao primeiro há poucos meses atrás fiquei realmente fã da série. Se tivessem feito mais n filmes de Alien com a presença da Ripley, eu teria assistido a todos.
Parabéns pela escolha!

Augusto Fernandes Sales disse...

Mas não deveriam tê-la matado no terceiro filme. Nunca. Seria melhor nem terem continuado a série. Cabeções!