domingo, 17 de abril de 2011

Mercadorias mortais

Em 2006, Leonardo DiCaprio estrelou dois filmes de grande bilheteria. Um deles foi o oscarizado Os Infiltrados. O outro foi Diamante de Sangue, no qual contracena com a gracinha da Jennifer Connelly e com o bom ator Djimon Hounsou. O filme retrata o turbulento período no final da década de noventa na Serra Leoa, na África, onde a exploração das jazidas de diamantes levou uma guerra civil ao país, financiada principalmente por interesses externos. No meio do conflito estão o contrabandista Danny Archer, o pescador Sol Vandy e a jornalista Maddy Bowen. Archer busca um valioso diamante que apenas Vandy sabe onde está, enquanto a repórter Bowen tenta desvendar o caminho que os chamados diamantes de sangue levam para chegar aos países de primeiro mundo. O pescador, por sua vez, luta para encontrar sua família, desaparecida durante o conflito.
A exploração que a África sofre do dito "primeiro mundo" é escancaradamente mostrada nesse filme, assim como a violência tanto do governo local quanto dos rebeldes, que recrutam crianças para suas fileiras de exércitos.
As cenas de ação bem dirigidas e as atuações de DiCaprio e Hounsou são bem competentes. Jennifer Connelly também está bem, embora o papel não tenha exigido muito da moça.
Diamante de Sangue é o tipo de filme que faz a gente pensar sempre que vê uma pedra preciosa adornando o pescoço ou no dedo de alguém. Será que a gente imagina que aquilo pode ter custado a vida de uma pessoa?


Bom, esse é o mundo em que vivemos.

Mas será que eu não estaria sendo hipócrita se fizesse um texto todo cheio de crítica social? Afinal, os carros que usamos são abastecidos por derivados do petróleo. Países atacam uns aos outros por isso.
Também temos móveis de madeira, que é extraída muitas vezes ilegalmente detonando o já bastante prejudicado meio ambiente.

A verdade é uma só: nós, raça humana, somos uns imbecis.

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