segunda-feira, 11 de abril de 2011

Heróis e Perpétuos

Apesar de ainda gostar de HQ's, minhas aquisições estão bem menos freqüentes do que nos primeiros anos. Já faz bastante tempo que não acompanho revistas mensais, com exceção de Vertigo, da Panini. Nos últimos tempos, tenho preferido edições especiais encadernadas, daquelas com capas cheias de frescura e preço absurdo.
De qualquer forma, gostei bastante da minissérie DC 75 Anos. OK, não tive muita paciência para ler as três primeiras edições, com a Era de Ouro, a Era de Prata e a Era de Bronze. Essas histórias de heróis até o começo da década de 1980 não são muito pra mim. Contudo, gostei bastante do mix da quarta e última edição da série, com uma coletânea reunindo histórias (ou PARTES de histórias) da chamada Era Moderna. Esse período, que começou após a saga Crise nas Infinitas Terras, é o meu favorito até hoje, embora meu contato com HQ's tenha começado em meados de 1994, na época da morte e do retorno do Superman, paralelamente à Queda do Morcego.
Superman, de Byrne
A começar pelas reformulações dos personagens da editora após Crise. Superman teve sua origem recontada pelo artista John Byrne e, na minha opinião, ainda é a melhor versão até hoje. As anteriores eram simples/infantis/inocentes demais e as versões atuais são exageradamente ficcionais. A versão de Byrne é um tanto parecida com as primeiras temporadas da série Smallville. Foca bastante o lado familiar e o clima de cidade do interior da juventude de Clark Kent.
Batman, por sua vez, teve sua nova origem sob responsabilidade de Frank Miller, com desenhos de David Mazzucchelli. Essa versão é bastante parecida com a de Christopher Nolan, em Batman Begins. Simples, humana e muito inteligente. Mostra uma Gotham City tomada pela corrupção policial, pela alta taxa de criminalidade e por um novo vigilante nas ruas. Miller nos mostra um ainda jovem e inexperiente Bruce Wayne tentando se encaixar como herói mascarado.
Batman, de Mazzucchelli
Tanto a escolha da nova origem do Superman quanto a de Batman em uma mesma edição já valeria a compra da revista. Ainda foram publicadas na mesma edição a história em que o Lanterna Verde enlouquece depois de ver sua cidade destruída, a primeira parte da HQ clássica O Cavaleiro das Trevas e um trecho da reformulação da Mulher-Maravilha por George Pérez.
Entretanto, o que realmente engrandeceu esse número foi a publicação de uma das melhores histórias de Sandman entre todas já produzidas. Foi bem interessante ter a presença do Mestre ds Sonhos em uma revista com os heróis "tradicionais" da DC.
O Som de Suas Asas foi publicado originalmente em Sandman 8, nos Estados Unidos, no fim da década de 1980. Começa com Sonho sentado (possivelmente sob o Arco do Triunfo, mas posso estar errado), todo cabisbaixo e jogando migalhas aos pombos. Pouco depois, uma jovem gótica se aproxima, senta ao seu lado e começa a puxar conversa. Ao perceber que seu companheiro de papo está um tanto defensivo, a garota lhe pergunta qual é o problema. Irritada com a resposta, convida Sonho para dar uma volta com ela. E é nessa "voltinha" que descobrimos quem é a garota.
Sandman 8 marcou a primeira aparição da irmã mais velha de Morpheus. Provavelmente, é uma das histórias mais simples da saga. Mesmo assim, como a maioria dos textos de Gaiman, é repleta de referências à cultura, religião e costumes tradicionais. Muita gente tem essa história como a favorita de toda a série.




Sandman é o tipo de HQ que não é somente para quem curte quadrinhos. É uma obra de arte, mas não aquele tipo de arte que é exclusiva dos apreciadores. Entenda bem, li Sandman pela primeira vez quando tinha dezesseis anos de idade e eu sou um cara que já desde aquela época não é muito conhecido pela sensibilidade artística.
Ainda quero fazer um post sobre Sandman. Mas a série é tão boa, mas tãããão boa, que não quero um post qualquer. Quero escrever um texto bom.

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