quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hamlet moderno

OK, eu sei que o povo cult que tem aquela verdadeira ADORAÇÃO pelo shakespeareano Hamlet vai torcer o nariz para o título desse post, mas a verdade é que o roteiro do filme Ghost foi mesmo baseado na peça clássica. Palavras do próprio roteirista do filme em entrevista nos extras do DVD.
Já deixei bem claro que não gostei de Hamlet. Na verdade, só li a peça recentemente porque foi obrigatório na faculdade que estou fazendo atualmente. Achei bem fraquinho para os padrões atuais, mas posso estar sendo injusto, é claro. Uma obra só pode ser analisada por completo se for vista sob o ponto de vista de seu contexto histórico.
Obviamente, são poucos os fatores comparáveis entre o filme Ghost e a peça Hamlet. Na verdade, a única coisa em comum entre os dois é o tema fantasma-preso-na-terra-enquanto-seu-assassinato-não-for-vingado.
O filme não é unanimidade. Dificilmente você o verá em listas de melhores de todos os tempos e coisa e tal. Também já foi parodiado várias vezes. E já passou cerca de duas mil novecentas e oitenta e duas vezes na Sessão da Tarde (por isso está neste blog!). Mesmo assim, ganhou dois Oscar. O de melhor atriz coadjuvante para uma ótima Whoopi Goldberg e o de melhor roteiro original.

A história é tão simples quanto a de Hamlet e ainda mais clichê: depois de ser assassinado em um assalto, o amor de um homem pela noiva o mantém no mundo dos vivos como um fantasma. Na verdade, o protagonista descobre que sua morte talvez não tenha sido por acaso e tem que cumprir sua missão de descobrir a verdade, além de proteger a mulher que ama. Para fazer isso, precisa da ajuda de uma ocultista trambiqueira.
Obviamente, Patrick Swayze não era o melhor ator do mundo. Mesmo assim, dá conta do recado como o fantasma Sam. Sua química com a gos... hããã... com a bonitinha da Demi Moore também é um dos pontos fortes do filme. A cena dos dois com a música Unchained Melody ao fundo é uma das mais conhecidas sequências românticas da história do cinema.

O melhor do filme sem dúvida é a Oda Mae Brown de Whoopi Goldberg. No início, não passa de uma paranormal de meia tigela muito engraçada, mas tem um papel bem importante na trama. A cena em que ela vai, a contragosto, doar um cheque milionário a um grupo de freiras é antológica.
Foi interessante ver esse filme pela primeira vez em DVD. Acostumado com as repetidas vezes em que passou na TV, não me lembrava de algumas cenas, muito provavelmente deletadas nas edições para a televisão. Uma delas mostra Sam e Molly deitados na cama quando um acidente de avião é mostrado em um telejornal na TV diante deles. Sam diz a Molly que quer cancelar seu vôo marcado, que essas tragédias geralmente acontecem juntas. Que está com medo. Ambos conversam sobre a vida e a morte.


Outra cena que eu não me lembrava se passa durante o enterro de Sam. Ele está presente (como fantasma, é claro) e vê uma mulher acenando pra ele, ao longe. Um pouco depois a mulher se afasta e atravessa "fantasmagoricamente" uma lápide de concreto.
Como eu disse antes, Ghost não é uma unanimidade. Na verdade, a maioria das pessoas que gostam desse filme são as mulheres. É um romance diferente, apesar de ser bem simples. Mas, mesmo para as pessoas que não gostam muito, aquele final dá um certo nó na garganta, não dá?

Ah, admite, vai...

3 comentários:

aocoringa disse...

boiolagem kkkkk sempre desconfiei agora acho q e verdade kkkkkk

Augusto Fernandes Sales disse...

Pô, mas passava na Sessão da Tarde...

Augusto Fernandes Sales disse...

... e a Demi Moore está uma "dilícia"!