quinta-feira, 31 de março de 2011

O Vampiro do Rei


Não gosto muito de simbolismos. Ou simbologias.
O caso é que a trama de A Hora do Vampiro (Salem's lot, no original), de Stephen King, é muito bem construída, com as boas e velhas viradas no roteiro costumeiras do escritor de terror. Entretanto, acho que a história perde um pouco no quesito originalidade, e não por retratar uma cidade invadida por vampiros, mas por usar os velhos clichês em histórias do gênero. Um exemplo disso é a repulsa dos monstrengos a coisas relacionadas ao Cristianismo. OK, ainda vou começar a ler o Drácula original, mas essa questão envolvendo vampiros e Cristo/Igreja nunca ficou muito clara pra mim.
Um fato no livro que comprova essa falta de inventividade pode ser resumida na forma que os mocinhos encontram para tentar derotar os monstros. Reúnem vários livros relacionados ao assunto e fazem um tipo de "manual mata-vampiro".
Mesmo assim, Stephen King É Stephen King (até que provem o contrário). É meu autor favorito (junto com Neil Gaiman) e, apesar de A Hora do Vampiro cair um pouco no lugar comum de histórias do gênero, mesmo esse livro tem seus méritos.
A trama se passa na pequena cidade de Jerusalem's Lot, no Maine (cenário da maioria das histórias do autor) que, como toda cidade pequena, tem suas histórias pra contar. Uma delas fala sobre o terrível incêndio que destruiu boa parte da cidade na década de 1950. Outra, ainda mais envolta em mistério, fala sobre a enigmática Mansão Marsten e os acontecimentos sombrios que aconteceram por lá. Um morador da casa que assassinou a esposa e depois se suicidou se tornou o "esqueleto no armário da cidade".
É sobre essas coisas que o escritor Ben Mears pretende fazer seu novo livro. Mears passou alguns anos de sua infância no local e teve uma experiência traumática na Mansão Marsten quando era criança. As coisas começam a mudar quando, assim como Ben, outro estranho visitante chega à cidade.
O começo do livro é bem chato. Eu mesmo pensei em parar. A história começa a ficar mais interessante quando os fatos obscuros da cidade e seus moradores vêem a tona.
Não é o melhor livro de King (essa honra ainda é de Pet Sematary, na minha opinião), mas ainda assim é um bom livro.

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