quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mais magro

Ontem terminei de ler o terceiro livro de Stephen King que comprei na vida. Trata-se de A Maldição do Cigano (Thinner, no original), livro lançado em 1984 e que, como muitos dos livros de King, também foi adaptado para filme. Na verdade, vi o filme há alguns anos, mas só um certo tempo depois é que fui saber que se tratava de uma obra de King.
Embora razoavelmente inferior ao ótimo O Cemitério e ao extremamente original À Espera de Um Milagre, A Maldição do Cigano também não deixa o leitor entediado em nenhum momento. Na verdade, perto do fim, chega a ser um daqueles livros em que a pessoa não quer parar de ler até saber o que vai acontecer no final. No meu caso, pelo menos, como eu já tinha visto o filme, a surpresa não foi tão grande, embora o desfecho tenha sido ligeiramente diferente.
O livro narra a agonizante história do advogado de cidade pequena, Billy Halleck, que após atropelar e matar uma velha cigana, consegue ser inocentado no tribunal devido aos seus contatos e à sua amizade com o juiz. Halleck tem problemas com seu peso (no início do livro, está com 113 quilos) e constantemente discute com a mulher e a filha por causa disso. Entretanto, ao sair do tribunal no dia em que escapa da prisão pelo acidente, um velho cigano se aproxima dele e toca seu rosto. Halleck sabe que aquele velho está ligado à cigana que atropelou, mas pouco se importa com o ocorrido.
Pouco a pouco, nos dias seguintes, Halleck nota que começa a perder peso sem sequer mudar seus hábitos alimentares. Em dois ou três dias, simplesmente perde dois quilos. E a coisa não para por aí. Todos os dias, ao se levantar, Halleck se pesa na balança do banheiro e percebe que está ficando mais magro.
No início, o advogado a esposa e a filha ficam contentes com a mudança. Entretanto, devido à perda de peso não ser proporcional à quantidade de calorias que Halleck ingere por dia, sua mulher (e o próprio Halleck) começam a suspeitar de câncer. A contragosto, Halleck vai ao seu médico que constata: não há nada de errado com ele.
Billy passa então a considerar ter sido vítima de algum tipo de maldição, passada para ele pelo cigano da saída do tribunal. Suas suspeitas aumentam ao descobrir que o juiz que cuidou do caso está sofrendo de uma doença de pele desconhecida e que outra pessoa ligada ao incidente também pode estar passando por problemas semelhantes. Contudo, sua mulher e seu médico acham que o que quer que esteja acontecendo com o advogado, é puramente psicológico. Apenas Halleck acredita que só será curado se conseguir encontrar o velho cigano.
O filme que eu mencionei é uma produção pequena e pouco conhecida por aqui, de 1996. Se eu não me engano, assisti pela Record, há quanto tempo? Oito, nove anos? Não importa. Pelo que eu me lembro, há bastante coisa no livro que foram cortadas no filme. A jornada de Halleck atrás do grupo de ciganos, por exemplo. No livro, ela é bastante extensa (sem ser cansativa) e percebemos enquanto o advogado começa a definhar lentamente. Outra coisa interessante no livro é o título de alguns capítulos, que mostra com quanto peso Halleck está naquele momento. Começa com 113 e no capítulo 20 já está com 54 quilos. Bem original.
Como eu disse antes, não é a melhor história de King (entre os livros e contos que eu li), mas não decepciona em nenhum ponto perceptível.

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