segunda-feira, 22 de novembro de 2010

[REC]

Semana passada assisti a um filme por engano por causa desses títulos cretinos que as distribuidoras dão para filmes gringos (OK, parte da culpa também vem da minha burrice!). Vi Quarentena (Isolation) pensando que estava assistindo Quarentena (Quarantine), que é a versão americana para o espanhol [Rec], de 2007. Ontem, por estranha coincidência, um vizinho meu emprestou o original e finalmente (!!!) consegui ver esse filme.
Filmado no já não tão inovador "estilo Bruxa de Blair", [Rec] mostra a repórter bonitinha Ángela Vidal acompanhar uma noite de trabalho dos bombeiros da cidade de Barcelona. Filma os alojamentos, o refeitório e outras partes da base do corpo de bombeiros local. Em determinado momento, comenta que está torcendo para que haja um chamado importante, para que assim tenha algum material que desperte algum interesse da audiência.
No meio da madrugada, uma equipe é solicitada para atender a um chamado vindo de um edifício residencial. Aparentemente, uma senhora idosa ficou presa dentro do apartamento. Ángela e o câmera acompanham os bombeiros.
Ao chegar no local, encontram os moradores do prédio um tanto tensos. Alguns dizem terem ouvido gritos vindo do andar onde a velhinha teria ficado presa. Há alguns policiais no local que ficam irritados com a presença da televisão.
Ao subir as escadas, percebe-se um silêncio estranho no lugar. Ángela diz ao câmera que não importa o que aconteça, não importa o que os policiais digam, ele deve registrar tudo. Ao chegar no apartamento da idosa, eles a encontram de pé, balançando de um lado para o outro. Há muito sangue. Ao se aproximar da mulher, um dos policiais é atacado (entenda como mordido) por ela. O ferimento parece ser grave e os demais correm para tentar salvar a vida do homem. Quando chegam no andar de baixo, descobrem que o prédio foi lacrado pelas autoridades locais e que ninguém pode sair dali enquanto o inspetor sanitário não fizer uma vistoria. O desespero toma conta dos moradores, da equipe de TV, dos bombeiros e do expectador. Pouco depois, quem está vendo o filme descobre (ou confirma) o que todo mundo já sabia: há uma possível epidemia de um vírus, bactéria, sei lá, no prédio. No melhor estilo filmes de zumbi (ou no pior estilo clichê!), a tal doença é transmitida pela saliva. A partir daí, começa a sessão mordeção, a sessão corre-corre e a sessão sustos gratuitos. Começa a ficar um pouco repetitivo e (repito) clichê demais, embora não ao ponto de você desistir de ver até o fim. O filme só vai melhorar nos minutos finais, na mais claustrofóbica cena de todos os filmes do estilo (A Bruxa de Blair, Atividade Paranormal 1 e 2 e Cloverfield). Bem tenso mesmo.







O desfecho, que poderia salvar o filme,  é bem decepcionante. Parece que os roteiristas disseram juntos "chega, estou cansado de pensar, vamos colocar o final mais óbvio e (lá vem aquela palavra de novo) clichê possível". Ao mesmo tempo dá e não dá gancho para um segundo filme (que foi mesmo feito, vou ver daqui a pouco).
É bom, mas não ótimo.

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