quarta-feira, 24 de novembro de 2010

[REC] 2 (2009) - reviravoltas, mancadas e final legal!

Um dia depois de assistir ao tão comentado terror espanhol [REC], vi a sua sequência.
O filme começa exatamente do mesmo ponto de onde terminou o primeiro. A diferença é que, desta vez vemos a história do ponto de vista dos policiais da tropa de elite espanhola, que são designados para acompanhar um agente sanitário ao local da quarentena. Mais tarde, três jovens conseguem entrar no prédio por pura curiosidade (ato que viriam a lamentar profundamente), também munidos de uma câmera.
A história do vírus/bactéria/sei-lá-o-quê do filme anterior se transforma em sobrenatural/demonologia/viagem total. Um ponto positivo para os roteiristas é terem dado essa abordagem diferente do primeiro para o segundo filme. Entretanto, assim como o primeiro tem momentos de clichê no sentido de filmes de zumbis, o segundo repete a fórmula de filmes de possessão demoníaca.
Depois de entrar no prédio e constatar que não se tratava de uma epidemia comum, os policiais pressionam o agente sanitário a revelar o que de fato está acontecendo. O tal agente cede à pressão e diz que na verdade é um padre com uma missão, que inclui não deixar que ninguém saia dali até que a tenha cumprido. Também fala da origem daquela epidemia estranha: Há algum tempo, uma garota foi possuída pelo (ou por um) demônio. Alguns espertalhões da Igreja  tentaram descobrir uma cura científica para aquilo. Em vez de tentar exorcizar a garora, quiseram fazer testes sanguíneos e tentar isolar o gene (ou sei lá) para descobrir uma cura. Ao piorar a situação, o médico/padre responsável lacrou a garota em um dos apartamentos daquele prédio. A garota, de alguma forma, espalhou a "doença da possessão" para vários moradores e agora era necessário coletar o sangue dela para que fosse feito uma vacina para os outros. Até esse ponto da história, apesar de ser meio esquisito, dá pra engolir. O problema é quando a equipe encontra uma amostra do tal sangue escondida no quarto e o padre, em vez de usar a porcaria de um microscópio, usa um crucifixo pra testar o sangue. Isso não dá pra engolir não, pô. Do mesmo jeito, também "não me desce" a cena em que o padre usa o mesmo crucifixo para torturar uma das crianças possuídas. Nunca fui muito com a cara da idéia de vampiros e demônios terem medo da cruz.







Há algumas outras mancadinhas no filme. Entretanto, a cena final é quase tão perturbadora quanto a do filme anterior (o que é bom, se tratando de um filme de terror). O desfecho, se não é um primor e nem nada tão inesperado, pelo menos não é tão simples e conveniente quanto o do primeiro.
Ah, e a jornalista chuchuzinho Ángela Vidal, interpretada pela atriz Manuela Velasco, também volta a aparecer. [REC] 1 e 2 são bons filmes de terror, com alguns erros que poderiam sido evitados. Mas dá pra assistir.

2 comentários:

Fernanda disse...

E dois dos jovens ainda estão trancados num quarto, esqueceram deles!

Augusto Fernandes Sales disse...

O garoto ainda está tentando fazer a boneca inflável voar...